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Creche-Escola Ladybug | sexta-feira, 22 de outubro de 2010 | Marcadores: alimentação, lactose, receitas, sem leite
Como avaliar as crianças na Educação Infantil?
Creche-Escola Ladybug | sexta-feira, 3 de setembro de 2010 | Marcadores: avaliação, Creche, educação infantil, Escola
Vale destacar que segundo a LDB :
A avaliação não tem o objetivo de aprovar ou reprovar a criança. Ela representa um momento de trabalhar a auto-estima das crianças. Mostrar como elas avançaram. Uma criança precisa aprender sobre si mesma que ela é capaz; tem boas ideias, faz bons desenhos, conta boas histórias e pode contribuir com o mundo adulto oferecendo seu conhecimento já conquistado. Essa base segura favorecerá o movimento da criança na busca do conhecimento que é fundamental que seja assimilado por ela sempre como uma aventura cheia de prazer e novas possibilidades, inclusive em outros períodos da vida.
Um outro aspecto importante para pensar é que um processo avaliativo deve representar uma avaliação que não fique restrita apenas as crianças, mas que envolva todos os personagens ativos na tarefa de auxiliar a educação delas. Portanto, significa incluir a família e os educadores.
A inclusão desses dois personagens é fundamental, pois considerando que uma criança é um ser em desenvolvimento, sozinha ela não conseguirá conquistar com qualidade novas etapas, será necessário que ela esteja - “acompanhada” - ou seja - “estar em companhia” - significa ter um olhar atento de um adulto que auxilia e observa os progressos conquistados pela criança, seja na creche ou em casa.
Para que tal tarefa seja realizada, é necessário verificar as relações diárias da criança com o mundo e perceber suas conquistas oferecendo desafios que apresentem sentido aos seus questionamentos e hipóteses a partir de seus interesses. Portanto, a parceria da família com a instituição é fundamental.
Por esse motivo a avaliação não poderá se restringir apenas a criança, mas também exigirá uma reflexão da participação dos envolvidos durante esse processo.
Uma instituição infantil de qualidade deverá deixar claro para a família aspectos fundamentais relacionados a construção de sua proposta pedagógica: - Quais os objetivos da educação infantil? - Como é realizado o processo avaliativo? - Qual a criança que pretende ajudar a formar?
Mais uma vez é oportuno reafirmar que a educação infantil tem um fim em si mesma, não deve representar preparação para o ensino fundamental. Atualmente, vivemos em uma sociedade cada vez mais adultizada em que o tempo da infância corre o risco de deixar de existir – considero aqui infância como um conceito social necessário para criar possibilidades para que a criança possa vivenciar as necessidades especificas desse período da vida.
Para que a criança possa viver uma infância plena é fundamental garantir aspectos que a própria sociedade roubou da criança como por exemplo a redução, ou inexistência de espaço e tempo para a brincadeira livre e em grupo, aspectos importantes que provavelmente fizeram parte da infância de muitas pessoas adultas.
É importante garantir a possibilidade de oferecer as crianças “coisas de criança” para que possam expressar seus pensamentos e suas ações assimilando o mundo que vivem em doses gradativas e toleráveis, pois a pressa poderá representar ausência de determinados aspectos que serão necessários para as novas etapas.
Já existiu uma época em que crianças e adultos compartilhavam das mesmas atividades e tinham tarefas semelhantes, sem muita diferenciação. É essencial colocar atenção a esse aspecto, pois em um momento histórico com as características da nossa sociedade: tecnologia (internet, jogos eletrônicos), reorganização da família nuclear, falta de tempo para interações diárias, adulto e crianças tendo acesso as mesmas informações.
Existe o risco de termos crianças com suas infâncias roubadas, onde “coisa de criança” deixe de existir, fazendo com que elas sejam tratadas como miniaturas de adulto.
A educação infantil deve garantir além de outros aspectos que a criança seja tratada como criança e tenha direito do ócio para organizar suas ideias e testar suas hipóteses através da atividade principal da infância, a brincadeira.
A brincadeira irá garantir formas de expressão, assimilação do mundo real, desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo, criando possibilidades para que a criança tenha uma base segura que lhe possibilitará dar grandes saltos na direção de um equilíbrio emocional possibilitando um acesso de qualidade ao mundo em que vive.
Adelaide Rezende de Souza, Psicóloga na creche-escola Ladybug
Professora da Universidade Estácio de Sá, psicóloga (pela UFPA), especializada em saúde mental e desenvolvimento infantil e do adolescente (SCMRJ), com mestrado em psicologia e teoria do comportamento (UFPA) sua dissertação teve como título: “Resoluções de conflitos entre crianças através de brincadeiras de rua”. Ministra cursos sobre jogos e brinquedotecas. Consultora de instituições de educação infantil.
REFERÊNCIAS
ARROYO, M. G. O significado da Infância. Anais do simpósio de educação infantil.
Brasilia, MEC/SEF/DPE/CEDI, 1994: (88-92)
BORBA, A. M. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. Texto publicado no documento da secretaria de educação do município do Rio de Janeiro, Ensino Fundamental de nove anos. Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade, 2006.
SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
MELLO, S. A. O processo de aquisição da escrita na educação infantil – contribuições de Vygotsky . In GOULART, A. L., de F. e MELLO, S. A. Linguagens Infantis outras formas de leitura. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.
Leitura que vem de berço
Creche-Escola Ladybug | | Marcadores: bebês, criança, educação infantil, leitura
Ler ou não ler para um bebê, eis uma questão que David Dickinson, doutor em educação pela Universidade de Harvard e Perri Klass, pediatra, escritora e professora de pediatria da Universidade de Nova York, garantem saber responder: Sim, deve-se ler e muito, a partir dos 06 meses de vida. Mas os livros devem ser adequados a faixa etária das crianças. O hábito diário de folhear um livro cheio de cores e figuras, para eles, é a melhor forma de desenvolver a inteligência, a linguagem oral e escrita, preparando-a para a alfabetização e aprimorando sua capacidade de aprender, além de que, ler livros desde cedo, ajuda a criança a percebê-los como fonte de prazer e informação.
A idéia não é transformar o bebê em um minigênio.
Os especialistas que apresentaram pesquisas científicas na Bienal de São Paulo, provando como a leitura interfere no desenvolvimento cognitivo da criança, dizem que elas querem prazer e interação ao som da narrativa dos pais. Os benefícios desse ritual são insubstituíveis. Não adianta só conversar com a criança ou passear descrevendo as paisagens, nem inventar aventuras. Tem que ler, mostrar formas e cores e fazer perguntas ao bebê o tempo todo, estimulando sua participação.
O texto escrito possui uma variedade de vocabulário e uma complexidade sintática que não é encontrada na linguagem oral, nem mesmo na fala informal de adultos com curso superior. Todos os estudos mostram que expor a criança desde cedo aos livros, contribui para o desenvolvimento da linguagem, e consequentemente, para seu sucesso escolar.
Nunca é tarde para começar.
Mas para quem já perdeu o primeiro bonde, os especialistas garantem, nunca é tarde para começar. Só ressaltam que, quanto antes o hábito fizer parte do dia a dia da criança, melhor. Além de desenvolver diversas competências ligadas à alfabetização e à linguagem, a leitura também fortalece o vínculo das crianças com os pais.
Um dos aspectos mais importantes é envolver a criança desde cedo, no processo de escolha de livros. Pergunte sempre o que a criança prefere, deixe que ela manifeste seus interesses ou crie novos. A escolha leva ao compromisso.
Porém o neurofisiologista Mario Fiorani da UFRJ, alerta que só a leitura não garante o desenvolvimento da inteligência, para ele outros fatores tanto inatos quanto adquiridos também são importantes para a melhora da cognição. O estímulo a leitura só vai tornar tudo mais fácil.
O caminho das letras:
Várias livrarias da região possuem uma programação especial para a criançada, desde contadores de histórias, tarde de autógrafos com escritores a oficinas diversas Separamos um roteiro com as livrarias que oferecem programação infantil e o melhor, é de graça! Aproveite que o final de semana está chegando e leve seu filho para um passeio cultural.
• Livraria Travessa (Barra Shopping) Tel: 2430-8100: Tem programa infantil aos domingos, às 17:00h
• FNAC (Barra Shopping) Tel: 2109-2004 - Oferece diversas atividades aos sábados, às 16h.
• Alegria das Letras (Barra Garden) – Tel: 3329-3630 – Tem programa todo último sábado do mês às 14h.
• Argumento (Rio Design) – Tel: 2438-7644 – Os tapetes contadores de histórias se apresentam aos sábados as 11h
• Saraiva Megastore (New York City Center – Barra Shopping) Tel: 2431-6494 – Aos domingos às 16h.
Fonte: Jornal O Globo e Globo Barra – 22/08/10
Não bata, eduque!
Creche-Escola Ladybug | segunda-feira, 26 de julho de 2010 | Marcadores: educação, palmada
Não vou negar que apenas uma vez, uma única vez, na minha total inexperiência como mãe, ,a raiva falou mais alto e eu dei um tapinha no bumbum da Bia que me deixou arrasada, ela tinha apenas 2 aninhos, uns 84 cm...e eu praticamente o dobro da sua altura e muitos anos a mais que ela!! Me senti muito mal...ainda ficou a marca dos meus dedos nela e nesse dia depois de me achar a pior das pessoas...a pior mãe do mundo eu prometi que jamais daria um tapa que fosse na minha pequena!!! Ia fazer tudo pra aprender a ser mãe...mas uma mãe que respeitasse e soubesse como agir e como controlar o descontrole!!!!!
Tenho conseguido me manter firme sem perder a paciência e colocando limites! Claro que não é fácil e dá muito mais trabalho ficar conversando, explicando causas e conseqüências e “inventando combinados”! Quando entramos em conflitos de interesses, como por exemplo: a hora de tomar banho, parar a brincadeira ,usar a roupa certa para a ocasião e ela não quer,eu primeiro penso se realmente tem que ser assim ou se podemos resolver de uma maneira que agrade a nós duas....As vezes não compensa brigar simplesmente porque tem que tomar banho agora e pronto,sempre temos um “combinado” e dá certo! Deixando sempre claro que nós, os pais, decidimos no final.
Também já passei por situações de birra dentro de uma loja de brinquedos, tentei conversar e não adiantou! O engraçado (ou o pior...) é que todo mundo ficava olhando e esperando para ver a minha reação....Eu não pensei duas vezes,deixei ela chorando e saí,claro que sempre de olho nela!Foi muito rápido....ela parou de chorar na mesma hora que percebeu que a “platéia” tinha saído!!Essa foi a primeira e a última vez
Hoje tenho certeza que é possível educar sem bater. Dar exemplos é muito mais importante. Mostrar para os nossos filhos o que é certo fazendo o que é certo. Se digo a ela que não é legal bater em um amiguinho, por que eu, a pessoa que diz que a ama mais que tudo nesse mundo se sente no direito de dar uns tapinhas de vez em quando? Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir tudo aquilo que querem através da agressão física e, em muitas vezes, apresentam na escola condutas agressivas para com os coleguinhas!
Quero um mundo melhor no futuro, sem violência e espero fazer pelo menos um pouquinho para colaborar com a sociedade! Bater em criança é covardia! Não bata, eduque!
Melissa Machado, mãe e professora da turma Pré II na Creche Escola Ladybug
Formada em 1994 no antigo Magistério. Graduada em Letras(Português/Inglês), pós graduada em Alfabetização e Letramento.
Foi professora da rede municipal de ensino de Itajubá, MG de 94 a 2007, onde exerceu também função de vice-diretora e diretora escolar.
Criou o Blog Professora Melissa onde descreve suas atividades com a turma Pré II da Creche Escola Ladybug
Estímulo à linguagem (Dicas da Fonoaudióloga)
Creche-Escola Ladybug | sexta-feira, 23 de julho de 2010 | Marcadores: brincar, estímulo, fala, fonoaudióloga
O primeiro passo é criar um ambiente que seja capaz de despertar o interesse da criança em falar, interagir, participar, trocar, questionar... logo, o diálogo entre pais e filhos é bem-vindo desde cedo.
Os pais ou mediadores podem tomar alguns cuidados na forma de diálogo:
- No caso de crianças menores de dois anos, estimular a fala evitando adivinhar os desejos da criança. Por exemplo: quando a criança apontar para geladeira, você pode perguntar “Você deseja água ou suco?” Em seguida aguardar a resposta da criança. Exige muita paciência e perseverança dos pais ou mediadores mas é vital para o desenvolvimento da criança.
- No caso de crianças até quatro anos é natural a troca de letras como “Quelo blincar.” Neste momento o mediador não deve corrigir a criança, mas falar corretamente as palavras dentro de um contexto, de preferência repetindo inúmeras vezes para possibilitar o aprendizado. “Você quer brincar de que? Quer brincar com seus carrinhos? Eu quero brincar com você.” Nunca repita ou fale de forma incorreta, nem ressalte o erro da criança.
A criança também aprende muito brincando. Brincadeiras são uma oportunidade de crescer, sem cobranças, sem medo, apenas com prazer e criatividade. O canto, a leitura e interpretação de histórias,dramatizações,pintura...tudo isso estimula a linguagem. Para ilustrar melhor, apresento mais dois exemplos de como as brincadeiras agem no aprendizado:
- Telefone sem fio: estimula a atenção,sequência e memória auditiva,além do vocabulário. Contribui muito para a fala.
- Pular amarelinha: estimula o equilíbrio,coordenação motora,noção de espaço, números, a aguardar a vez, o respeito ao próximo, a lidar com regras,integração. Também contribui para a aprendizagem da escrita, pois ao escrever é preciso ter coordenação motora, organização do espaço, noção de antes e depois.
Lembrem-se sempre: o diálogo e o brincar são essenciais para o bom desenvolvimento da criança. Você já brincou com seu filho hoje?
Fga Ana Paula Oluchi Lamego.
Fonoaudióloga,Pós Graduada em Audiologia Clínica pela Unigranrio. Atuou em Projetos para comunidades populares “Grupo deAdolescentes” e “Planejamento Familiar” pela Secretaria Municipal de Saúde do RJ. Entrevistadora do Projeto “Aceitabilidade do condom feminino em contextos diversos”( NEPO/UNICAMP/DST AIDS). Publicou artigo em 2002 pela Secretaria Municipal de Saúde/RJ. “Aimportância das atividades educativas e preventivas nas unidades de saúde”.
Atua na área da fonoaudiologia há 14 anos,em hospitais,clínicas,escolas e na Creche Escola Ladybug.
Email: oluchipaula@hotmail.com
Mães superprotetoras podem atrapalhar desenvolvimento dos filhos
Creche-Escola Ladybug | segunda-feira, 19 de julho de 2010 | Marcadores: controle, sujeira, superproteção
Projeto de Educação Ambiental? É preciso fazer mais!
Creche-Escola Ladybug | quinta-feira, 1 de julho de 2010 | Marcadores: educação ambiental, Ladybug








