Bolo (fake) de Chocolate- Parece mas não é! 

Este bolo é tão saudável que nem dá para sentir culpa de comer o segundo pedaço... Fica uma delícia. Testamos a receita na creche e as crianças simplesmente amaram!  Foi o nosso lanchinho na festa da Páscoa e já entrou para o cardápio! 
O nome verdadeiro do bolo é  "Bolo Integral com Linhaça ", mas com esse nome criança nenhuma ia querer provar né ?

Ingredientes
- 200g de margarina
- 2 xícaras de açúcar mascavo
- 2 ovos
- 1 e 1/2 xícara de farinha de trigo integral
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 200 ml de leite
- 2 colheres (sopa) "de mãe" de farinha de linhaça, ou, bata as sementes de linhaça no liquidificador.
- 1 colher de aveia em flocos finos.
- 1 colherinha de canela em pó ou canela à gosto.


Modo de Preparo
Bata a margarina com o açúcar até formar um creme. Coloque os ovos, um a um, incorporando-os ao creme. Coloque a farinha, aos poucos, para o creme não perder a leveza. Junte a linhaça, a aveia, a canela em pó e o leite, e bata por 4 min na batedeira ou por 6 min à mão, para que a massa fique homogênea. Junte o fermento e bata mais um pouquinho.
Coloque em uma forma untada e enfarinhada, em forno pré-aquecido a 180º e asse por cerca de 45 minutos. 

http://pt.petitchef.com/receitas/bolo-integral-com-linhaca-fid-339423
MORDENDO PARA CONHECER

Uma coisa muito comum nas turmas de Berçário e Maternal, mas que costuma provocar muita preocupação dos pais,  são as mordidas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar vivendo sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de “primeiras impressões” , ou em situações de entrada de crianças novatas, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito dolorido receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, educadores (que sempre nos sentimos impotentes, incapazes que somos, na maioria das vezes, de impedir que elas aconteçam). 

Se nos dedicarmos a pensar esta questão de forma mais ampla, poderemos nos aproximar de uma compreensão deste fenômeno, do ponto de vista do desenvolvimento e da história da criança. Podemos partir de perguntas simples: 

Por que as crianças pequenas mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono? 

As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo que as cerca é objeto de interesse e alvo de sua curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir de suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não algo dado a priori. Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Quebram?), sua consistência, seu gosto, seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos que esta ação provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reação do coleguinha, a reprovação do educador, etc). Dessas investigações é que será engendrado o conceito de dor, tanto da dor própria (as crianças pequenas muitas vezes mordem também a si mesmas, numa atitude explícita das ações listadas acima) quanto da dor do outro (sentido moral da dor: a constatação de que não é lícito proporcionar dor ao outro, mesmo que os sentimentos – a raiva - assim o indiquem). 

É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir mordendo, seja para confirmar suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um ato de agressividade, e muito menos de violência, mas nem por isso devem ser ignoradas ou aceitas pelos pais. As crianças raramente querem simplesmente agredir, a não ser que estejam vivendo alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados. 

Assim, a mordida é uma conduta que pode ser administrada dentro do grupo: tanto em relação às crianças que mordem quanto àquelas que são mordidas com freqüência. Uma observação importante a fazer é que, por vezes, encontramos crianças que, por um motivo ou por outro dentro de sua história de vida, não só permitem as mordidas como costumam provocá-las. Estas crianças e suas famílias devem receber orientação especial do educador. 

Cabe às famílias compreender este momento do grupo, buscando, se necessário, suporte junto aos profissionais incumbidos de coordenar as vivências grupais. 


O que é importante saber sobre as mordidas:

A partir do primeiro ano de idade, as crianças descobrem que uma mordida pode ser uma arma decisiva para resolver os conflitos entre elas. 
É justamente nessa fase que algumas crianças descobrem que podem usar os dentes para expressar as emoções, seja de raiva, de ciúmes ou simplesmente para fazer um pedido. Nos primeiros anos da infância, também são comuns os tapas e beliscões quando surge uma contrariedade. 
As crianças muito pequenas não têm todos os recursos de linguagem para expressarem o que sentem. As mordidas são instrumentos usados para conhecer os limites dela e a reação do outro. Se as mordidas, no entanto, persistem mesmo quando a criança articula bem as palavras, isso pode ser sinal de preocupação. 
Na escola, descobrem que não são as únicas interessadas nos brinquedos, nem as únicas a receber a atenção da professora. 
Por volta dos dois anos de idade as mordidas se tornam bastante comuns, principalmente na sala de aula. 
A criança não faz isso para machucar, tanto que ela também fica assustada quando o outro começa a chorar. 
Algumas crianças mordem porque percebem que assim recebem a atenção dos pais, os pais devem combater essa prática, com muita persistência, pois apesar da idade elas compreendem o certo e o errado. 
Nunca bata no seu filho se ele morder um amiguinho. Converse com ele, quantas vezes for preciso, sobre outras formas de conseguir o que deseja. 
A criança que morde pode vir a ser rejeitada pelo grupo, por isso, corrija seu filho ao primeiro sinal de agressividade. 
Se seu filho for mordido, nunca o incentive a fazer o mesmo com a outra criança. Mostre que o coleguinha não fez por mal e sugira que ele brinque com outras crianças até que essa fase passe. Não é fácil para a criança aprender a conviver com outras crianças da mesma faixa etária, que também disputam atenção. 


Fonte: 
Cláudia Maria de Morais Souza - Psicopedagogia on line 
Albertina de Mattos Chraim – Psicopedagoga 

Por Adelaide Rezende de Souza


“Birras, Choros e Manhas: como posso tratar esses comportamentos do meu filho?”

Essas são perguntas frequentes que chegam a mim, quando estou conversando individualmente ou em grupo com pais de crianças na faixa etária de 0 a 5 anos.

Estamos falando de formas de construção de limites diante de situações mais tensas correspondentes a uma fase em que a criança começa a se opor a vontade dos adultos que representam autoridade, muitas vezes fazendo birras e choros sem motivo aparente.

As perguntas dos pais envolvem as dificuldades de lidar com a situação e as relações que fazem tentando compreender o que acontece, tais como: - Será que aconteceu algo aqui na creche para que meu filho esteja apresentando resistência para entrar? - Será que eu deveria ter amamentado mais tempo? - Será que estou muito tempo ausente? - O que faço quando minha filha não quer me obedecer?



Ao investigar com os pais mais detalhes das queixas iniciais que provocaram o nosso encontro, após algumas perguntas comecei a perceber que a questão era a mesma: “personalismo”, segundo Henry Wallon é a fase em que a criança inicia a descoberta que ela é uma "persona" e passa a testar os limites e possibilidades de até onde pode ir.

É somente no Estágio do Personalismo, que vai dos três aos cinco anos, que a criança realmente se diferencia do outro, que toma consciência de sua autonomia em relação aos demais. Ela percebe as relações e os papéis diferentes dentro do universo familiar, ao mesmo tempo que se percebe como um elemento fixo, como ser o filho mais velho ou o mais novo, ser filho e irmão, assim por diante.

Uma vez tendo descrito algumas características desse período é importante voltarmos ao título inicial desse encontro “A Construção da Personalidade da Criança”. O que podemos chamar de personalidade? Pois, o senso comum trata esse tema como algo fixo, um conjunto de características prontas, que muitas vezes estão associadas a fatores genéticos e hereditários que pertencem ao indivíduo antes de nascer.

Estou tratando personalidade com o foco em algo que se constrói ao longo da vida de um indivíduo. Assim, a ênfase é para a integração – entre organismo e meio e entre as dimensões: cognitiva, afetiva, e motora na constituição da pessoa. A pessoa é vista como o conjunto funcional resultante da integração de suas dimensões, cujo desenvolvimento se dá na integração de seu aparato orgânico com o meio, predominantemente o social.

É importante pensar a partir dessa ideia que o desenvolvimento humano não é linear, poderá apresentar conflitos e turbulências que refletem a busca por uma constituição singular a partir de uma cultura e de um contexto familiar e escolar especifico.

As formas como as relações sociais irão se estabelecer serão fundamentais para a construção de laços afetivos importantes refletindo maneiras de expressar as emoções. As interações entre adultos e crianças irão refletir a intensidade desses momentos.

...As emoções, são a exteriorização da afetividade(....) Nelas que assentam os exercícios gregários, que são uma forma primitiva de comunhão e de comunidade. As relações que elas tornam possíveis afinam os seus meios de expressão, e fazem deles instrumentos de sociabilidade cada vez mais especializados. (Wallon, 1995, p. 143)

Conduzir os conflitos infantis com calma e paciência, nesse período é essencial e dever do adulto, pois a descoberta de expressões pela criança é um direito dela, pois ainda está buscando sua integração com esse mundo com características culturais próprias e emoções que surgem e provocam comportamentos que ainda tentam compreender como lhe dar.

O carinho e a compreensão são aspectos fundamentais desse momento, pois poderão refletir as formas que a criança irá aprender a reagir a situações semelhantes de desconforto diante dos conflitos interpessoais. Além de marcar características importantes que constituem as relações entre pais e filhos.

É esperado um maior equilíbrio emocional do adulto, pois deverá ser ele o condutor de soluções mais inteligentes e adequadas que não agridam e prejudiquem o relacionamento.

Sei que este é um momento delicado e que nem sempre estamos com a lucidez necessária. É importante compreendermos que no processo de educar os filhos não existe perfeição, mas ao mesmo tempo é importante ressaltar o comprometimento verdadeiro, pois educar é um processo longo, continuo e constante em que a qualidade dos pequenos momentos, refletirá o desejo do adulto de estar nesse lugar.

Finalizo ressaltando que toda criança se constitui como sujeito a partir do olhar de alguém, seja ele, de amor, compreensão e carinho, ou, raiva, ausência e impaciência. Serão olhares diferentes, que constituirão sujeitos diferentes. A responsabilidade de cada um é grande e muitas vezes, se não for bem conduzida poderá produzir marcas irreversíveis.

Cada momento da vida apresenta necessidades específicas, mas a necessidade de amor e compreensão é de todos os seres humanos ao longo de toda a vida.

REFERÊNCIAS
WALLON, Henri, (1975). Psicologia e Educação da Infância. Lisboa: Estampa.

Adelaide Rezende Psicóloga, Mestra em psicologia e especialista em Saúde Mental e Desenvolvimento Infantil e do Adolescente. Atualmente é professora titular do curso de Pedagogia da Universidade Estácio de Sá. Pesquisadora do ILTC desde 2009 (Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência). Psicóloga - Creche Escola Ladybug. Coordenadora do projeto Brinquedoteca: espaço de formação, pesquisa e extensão (UNESA). Coordena Oficinas de Atividades Lúdicas em escolas da rede municipal do RJ (projeto segundo turno cultural - Secretaria de Cultura/ILTC). 3

Projeto "Adeus Fraldinha"!


O DESFRALDE 
Entre dois e três anos de idade, um importante e delicado momento acontece na vida dos pais e seus filhos: a hora do desfralde. A retirada das fraldas é um marco importante no desenvolvimento das crianças, que ficam mais independentes dos adultos (e orgulhosas!) em relação aos cuidados com o próprio corpo. 

Nessa hora, alguns pais ficam paralisados diante da incerteza sobre o momento mais indicado e quais os passos a serem seguidos para acompanhar o filho no desfralde. Já outros, cheios de ansiedade, tratam de adiantar o processo para provar a si mesmos que a criança superou uma nova etapa de amadurecimento. Mas, os pais devem lembrar que é preciso ter paciência e contar com uma forte aliada para o sucesso do desfralde: a escola. 
DESFRALDE NA ESCOLA 
Na escola essa etapa também gera ansiedade e stress. As educadoras agora tem mais uma tarefa no processo de ajudar as crianças na construção da sua autonomia e independência. É uma fase difícil, pois em geral na mesma turma temos 03 ou 04 crianças desfraldando ao mesmo tempo.
Observando a ansiedade de pais e professoras ao passar por esse momento tão importante e delicado, reunimos nossa equipe e decidimos criar um projeto de apoio com orientações e procedimentos para facilitar este processo. 
OBJETIVOS DO PROJETO APOIO AO DESFRALDE 
· Orientar pais e educadoras sobre o processo de desfralde,
· Ajudar a tornar o desfralde um momento mais lúdico e prazeroso para a criança
· Organizar uma rotina de procedimentos a ser adotada pela equipe para facilitar o processo e a comunicação.
· Envolver pais, educadoras e crianças no processo de desfralde.

 COMO FOI PROJETO APOIO AO DESFRALDE 
Iniciamos o projeto promovendo um ritual de passagem” para auxiliar a retirada das fraldas dos pequenos. Começamos ouvindo uma história sobre o desfralde uma divertida historinha sobre o assunto (“O que tem dentro da sua fralda?”, de Guido Van Genechten, editora Brinque Book), logo depois combinamos como seria o ”Adeus às fraldas”, fizemos cartazes e festejamos a despedida num dia especial: o marco da passagem da fralda para a calcinha e/ou cueca. As crianças, cheias de orgulho, deram adeus à fralda diante dos coleguinhas. O projeto também aconteceu nas aulas de inglês Bye Bye Diapers”.


Para dar continuidade ao processo, incluímos alguns títulos de livros no nosso projeto de leitura (Leva e Traz) e cada semana enviamos para casa de uma criança um livro ou DVD para que a família participe de atividades lúdicas sobre o assunto e possa reforçar o trabalho feito na escola.



DICAS PARA O DESFRALDE 
Aprender a usar o banheiro é um processo composto de diversas etapas, a criança pode levar alguns dias ou alguns meses para aprender. Se você souber esperar o momento certo, o processo será muito mais tranquilo para ambos. É uma conquista dela, não sua.
Para que a criança aprenda a usar o banheiro, é preciso que você a ensine. Diga a ela quais são as etapas: avisar que precisa ir ao banheiro, despir-se, limpar-se, dar descarga e lavar as mãos. Cada uma dessas etapas leva algum tempo. Por isso, lembre-se de reforçar o sucesso da criança com elogios ao final de cada etapa. A atitude da criança e o domínio da etapa anterior dirão quando ela estará pronta para aprender a próxima etapa. A meta final é importante, mas as pequenas conquistas também são. Lembre-se: o sucesso inicial depende da criança entender o uso do banheiro, não de aprender tudo de uma só vez. Fale claramente o que espera dela.
A sintonia entre pais e escola é fundamental e, para isso, é importante que pais e educadoras observem alguns detalhes:
• A criança verbaliza que fez ou vai fazer xixi ou cocô; 
• Caminha com autonomia e equilíbrio; 
• Sobe e desce escadas fazendo uso alternado dos pés; 
• Fica com a fralda seca por intervalos cada vez maiores; 
• Mostra interesse e desejo em usar o vaso sanitário; 
• Incomoda-se com a fralda cheia.
É importante combinar com a creche o momento da retirada para começar junto, ter bastante paciência com as escapulidas e elogiar as conquistas! Bom desfralde!
A Importância da Adaptação na Educação Infantil

A Educação Infantil constitui uma experiência necessária de socialização para a criança e o momento inicial na creche é muito importante, pois irá representar uma separação da criança de sua mãe ou núcleo familiar por momentos maiores de tempo pela primeira vez. O ingresso das crianças nas instituições pode criar ansiedade tanto para elas e para seus pais como para os professores. 

Confira aqui algumas informações que podem ajudá-la a passar por esse momento:

- As conversas entre os familiares e educadoras são fundamentais, é importante conhecer os hábitos e  manias das crianças,  
- Aceitar junto com elas seu objeto preferido, pois faz parte da estruturação de uma base emocional segura durante esse momento de separação da criança com a mãe por períodos mais prolongados.
- As reações podem variar muito de criança para criança, tanto em relação às manifestações emocionais quanto ao tempo necessário para se efetivar o processo.  Em geral, o período de adaptação durará de uma a duas semanas, podendo em alguns casos, ser maior ou menor.
- Algumas crianças podem apresentar comportamentos diferentes daqueles que normalmente revelam em seu ambiente familiar, como alterações de apetite; retorno às fases anteriores do desenvolvimento (voltar a urinar ou evacuar na roupa, por exemplo).  Podem também, adoecer; isolar-se dos demais e criar dependência de um brinquedo, da chupeta ou de um paninho. 
- É natural que a criança manifeste uma certa dificuldade em se separar da mãe (ou pai), quanto menor for, maior a dificuldade. 
- A tranquilidade e a segurança dos pais favorecem a separação transitória, portanto, eles devem estar tranquilos de que a decisão tomada foi correta.
- E comum que no período da adaptação as crianças chorem na presença da mãe, resistindo a entrar na escola, mas uma vez dentro dela, mudam completamente e ficam felizes ao lado dos amiguinhos em pouco tempo.
- Os pais devem preparar a ida para a escola com observações como: você vai brincar, fazer coisas que não faz em casa, fazer novos  amiguinhos, pintar, ir ao parquinho, etc. Depois você conta tudo pra mamãe (ou pro papai).“ Quando a criança sabe que poderá contar tudo aos pais, sente-se mais segura, forte e participativa. Os pais  devem demonstrar interesse e ouvir atentamente. É a maneira de estarem presentes, mesmo ausentes.
- É importante, nos primeiros dias, e até quando se fizer necessário, a presença da mãe, pai ou de alguém de confiança da criança para que ela possa enfrentar o novo ambiente junto de alguém com quem se sinta segura.

Fonte: Adelaide Rezende- Psicóloga da Creche Ladybug
Referencial Curricular Nacional Para Educação infantil 
Trechos do livro :Quem ama educa! (formando cidadãos éticos) Içaimtiba 

Ano passado realizamos um evento semelhante comemorando o Dia das Crianças com muitas brincadeiras tradicionais e a Feira de Troca de Brinquedos proposta pelo Instituto Alana. Quem quiser dar uma espiadinha como foi clica aqui.

Convidamos a todos para comemorar novamente o Dia das Crianças conosco:

12 de outubro, sábado,de 9 às 12hPraça do Barra Bonita (atrás do Recreio Shopping) - Recreio dos Bandeirantes


Nosso evento conta com a participação de parte da equipe da Creche Escola Ladybug e um grupo de brinquedistas do Projeto Brinquedoteca - Estácio de Sá para realizar muitas brincadeiras tradicionais, ampliando a possibilidade de brincar e se divertir.

Atividades: 
- Feira de Troca de Brinquedos e Livros
- Oficina de construção de brinquedos de materiais reaproveitáveis
- Brincadeiras tradicionais
- Oficinas de pintura e desenho

- Plantio de Mudas (apoio Acácia Garden Center)

Como participar da feira de troca de brinquedos e livros? 
- Traga um brinquedo em bom estado para trocar. 
- Sempre é bom conversar antes com a criança, explicar que ela irá trocar o brinquedo por outro que possa interessá-la, que deverá conversar com a outra criança sobre a troca. 

Estaremos dando apoio na realização da troca, mas é uma boa oportunidade para crianças interagirem entre si, conversarem e negociarem a troca.

Ano passado alguns brinquedos sobraram e foram doados para uma brinquedoteca da comunidade do Turano. Estamos selecionando locais para realizar a doação para quem quiser além da troca praticar mais o desapego ;-)

Diversas Feiras de Troca de Brinquedos acontecerão neste mesmo dia. Clique aqui e veja o mapa que o Instituto Alana disponibilizou.

Convidem os amigos! Aguardamos vocês!


28 DE MAIO - DIA INTERNACIONAL DO BRINCAR
Esta data foi estabelecida em 1990, durante uma conferência da International Toy Library Association, ITLA (Associação Internacional de Brinquedotecas). Para o ITLA, a razão de promover o Dia do Brincar é enfatizar a importância das brincadeiras para todas as pessoas, especialmente para as crianças. 
Ao brincar, as crianças aprendem a falar, fazer amigos e ainda se exercitam. Também começam a desenvolver habilidades, como concentração, imaginação, auto-expressão, além de adquirir conhecimento. Além disso, as brincadeiras colocam as pessoas em contato, promovem a interação.
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Outro aspecto importante é que a brincadeira faz parte do patrimônio imaterial da cultura humana, pertence à memória de todos e é um elo constitutivo da singularidade de cada sujeito. Vale destacar que por sua importância os jogos tradicionais acabam sendo um dos indicadores de conhecimento da história da humanidade, pois sempre refletiram os valores e as organizações conquistadas pelos grupos humanos.

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Na infância ganha uma importância imensurável, pois significa uma espécie de passaporte de entrada da criança na organização social ao qual pertence.
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Brincar na Educação Infantil é um comportamento reconhecido como legitimo e necessário, que garantirá uma organização mental saudável quando acontece diante de condições adequadas.

Contudo, há uma questão que devemos pensar, pois se atualmente existe a necessidade de organizarmos um dia ou uma semana, em diferentes locais do planeta, para lembrar e garantir a importância do brincar, talvez no cotidiano, esse aspecto reflita que NÃO ESTAMOS LEVANDO O BRINCAR A SÉRIO? De um lado, a criança hoje nasce em um mundo mais rápido e ela também irá transformar-se com mais rapidez. Ela é considerada cidadã de direitos em nosso país, e entre os seus direitos existe a garantia de uma infância plena, através da oportunidade de viver momentos de brincadeiras.

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Por outro lado as crianças nascem em uma sociedade que é marcada pelo consumo. Em certas ocasiões troca-se afetividade por produtos descartáveis e dispensáveis para uma vida feliz. Hoje é muito maior o custo de vida de uma criança em comparação a momentos anteriores, novos produtos são criados a cada minuto e tornam-se fundamentais para muitas famílias. 

Esse aspecto interfere diretamente na cultura lúdica e na forma como a criança brinca. A criança se apropria da cultura em que está inserida a partir do momento em que começa a brincar, pois brincando ela pode imitar o que vê acontecer no mundo adulto. Brincando ela faz pequenos ensaios de um mundo marcado por papéis sociais e representações culturais que são experimentadas através de pequenos brinquedos que imitam os objetos de sua realidade.
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Atualmente, a criança nasce em um ambiente, onde terá facilidade em brincar com o computador, usar a internet, ou o celular percebendo-os como objetos comuns e fáceis de serem manipulados, enquanto que alguns adultos mais velhos têm grandes dificuldades para experimentar esses objetos.

Sobre esse aspecto é importante considerar que a criança será sempre reflexo da sociedade em que está inserida e das técnicas conquistadas pela coletividade. Ao perceber que cultura não é algo pronto, mas representa um processo em constante transformação, supor que a brincadeira e o jogo sejam espelhos dessa cultura tem um grande significado.

A criança ao mesmo tempo que dá vida aos objetos e controla o tema de suas brincadeiras, também tem suas brincadeiras influenciadas por temas que representam aspectos da cultura a que pertencem.
Mudanças na sociedade marcam a vida das crianças em vários aspectos e o brincar não está fora disso. De uma forma geral, podemos dizer que com relação aos brinquedos, as crianças nunca tiveram tantas ofertas diversificadas, pois a indústria de brinquedos cotidianamente lança novos brinquedos para consumo. Nesse ponto podemos afirmar que a cultura lúdica foi ampliada.

Contudo, com relação ao tempo e espaço de brincar há um paradoxo em relação a afirmação acima, pois o que vemos é uma perda do tempo e espaço para a brincadeira de grupo, principalmente, nos grandes centros urbanos.
Além dos perigos já mencionados acima, outro aspecto que influencia a respeito da perda de tempo e espaço para a brincadeira livre é a visão de infância como preparação para a vida adulta. São oferecidas para as crianças uma grande quantidade de tarefas que fazem com que semelhante a momentos históricos anteriores, elas sejam novamente tratadas como mini-adultos, pois muitas vivem tão atoladas de atividades quanto um adulto.

E o brincar como tradicionalmente foi associado como atividade oposta a aprender ou trabalhar: “Quem brinca mais é quem não tem o que fazer!” Foi sendo excluído da vida da criança. Especialmente, as brincadeiras populares, pois as brincadeiras de ruas ou populares não tem fins lucrativos e nenhum valor de consumo.
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Enfim, pensando em todos os aspectos citados nesse texto e por acreditar que BRINCAR É COISA SÉRIA, a Creche LadyBug em parceira com a Universidade Estácio de Sá – Projeto Brinquedoteca, estudo, pesquisa e extensão convida as crianças, seus familiares e a comunidade geral para um dia de brincadeiras, trocas de brinquedos e reflexões sobre o brincar.

Venham e convidem os amigos para brincar e trocar ideias sobre esse assunto tão importante para a infância e para toda a humanidade!

Dia 8 de Junho, sábado! Marque na agenda! Em breve detalhes sobre o evento!


Texto acima foi escrito por nossa psicóloga Adelaide Rezende de Souza

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Pará (1996) e mestrado
em Psicologia (Psicologia - Teoria e Pesquisa do Comportamento) pela Universidade
Federal do Pará (1999) e especialização em Saúde Mental e Desenvolvimento Infantil e
do Adolescente pela Santa Casa de Misericórdia - RJ (2007). 

Atualmente é professora assistente do curso de Pedagogia da Universidade Estácio de Sá (graduação e pós graduação). 
Pesquisadora do ILTC desde 2009 (Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência). 
Psicóloga - Creche Escola Ladybug. 
Coordenadora do projeto Brinquedoteca: espaço de formação, pesquisa e extensão (UNESA). 
Coordenadora das Oficinas de Atividades Lúdicas em escolas da rede municipal do RJ (projeto segundo turno cultural - Secretaria de Cultura e Educação). 

Atuando principalmente com os seguintes temas: brinquedoteca, formação de professores, brinquedos, brincadeiras tradicionais e jogos.