Unimos a comemoração do Dia das Crianças e a conclusão do Projeto Literário Monteiro Lobato com um belo passeio ao Sítio do Pica Pau Amarelo, em Vargem Grande. Como foi o primeiro passeio da maioria dos alunos sem os pais, decidimos relatar um pouco mais a visita e colocar as fotos.

Organizamos as turmas em filas, todos uniformizados e devidamente identificados, conversamos com os alunos antes sobre como seria o passeio e como deveriam colaborar ficando juntos. Assim, seguimos para os ônibus, uma turma de cada vez. Todos com cinto de segurança, fomos para o Sítio cantando muitas musiquinhas.

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Chegamos e fomos recebidos pela Tia Anastácia que nos acompanhou até a casa da Dona Benta. Lá encontramos com a Dona Benta e o Visconde. Assistimos a um mini teatro apresentando alguns personagens do Sítio.

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Fomos para “mata” procurar o Pedrinho acompanhados pela Emília, Visconde, Tia Anastácia e Narizinho. Quando o Pedrinho apareceu nos contou histórias de suas aventuras e, junto com ele, procuramos pelo Saci. Este momento muitas crianças passaram por um misto de curiosidade, ansiedade e um pouco de medo. Alguns se aproximaram de suas professoras.

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O Saci surgiu de longe, as crianças cantaram sua música e seguimos com o Pedrinho e a Emília para conhecer o Sítio do Pica Pau Amarelo.

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Fomos na casa do Tio Barnabé. As crianças adoraram o fogão a lenha. Ficaram muito curiosas com a simplicidade da casa, do poço para pegar água, e fizeram muitos questionamentos. Visitamos a horta, conhecemos os animais e os mais corajosos fizeram carinho em alguns.

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Depois acompanhamos o Pedrinho para vermos a Cuca. Novamente as crianças tiveram oportunidade de enfrentar seus medos se sentindo muito seguras. (Importante para seu desenvolvimento, pode ser um assunto futuro aqui.)

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Retornamos para casa da Dona Benta para fazer um delicioso lanche. Após o lanche as crianças escolheram se queriam maquiagem: meninas de Emília, meninos de Visconde.

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A turminha do Sítio apresentou um teatrinho com músicas e encerramos nosso passeio com muitas brincadeiras no parquinho.

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Foi uma forma perfeita de encerrar o Projeto Literário, onde conhecemos a obra de Monteiro Lobato e Sítio do Pica Pau Amarelo.

Obs: Para outras escolas que pensam em fazer o passeio... ele faz mais sentido se as crianças já estiverem familiarizadas com os personagens e historinhas do Sítio. O espaço é excelente, a equipe atenciosa, mas eles poderiam melhorar as fantasias, principalmente da Cuca e do Visconde.

Para quem se interessar, o contato do Sítio do Pica Pau Amarelo em Vargem Grande, Rio de Janeiro, é (21)2428-1161.

9. Metodologia e projeto pedagógico

A grande maioria das escolas de educação infantil diz seguir uma linha sócio construtivista. No entanto sabemos que na prática isto pode ser bem diferente. Além de observar detalhes como material estar a altura das crianças, verificar se existe um mural com projetos e se estes parecem mesmo ter sido feitos por alunos, os pais devem solicitar o projeto pedagógico. Veja o resumo do projeto da Creche Escola Ladybug aqui.

É importante também verificar se o projeto é realmente colocado em prática. Pergunte se a escola pode apresentar o planejamento de atividades. Nós disponibilizamos em nossa área restrita do site, um resumo semanal das principais atividades que serão realizadas com os alunos. Também apresentamos o planejamento das aulas de música, inglês e educação alimentar.

Vejam abaixo alnguns exemplos:

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10. Adaptação

Como é feita a adaptação. A escola respeita o tempo das crianças e dos pais? Existe orientação na escola para a adaptação?

Indicamos ler este texto sobre a Importância da Adaptação na Educação Infantil


11. Férias e feriados

Este é um lado muito prático, mas de grande importância para os pais que trabalham fora, ou não possuem muita flexibilidade no trabalho. Você pode se surpreender como tantas creches ainda emendam os feriados.

A Creche Escola Ladybug não emenda nenhum feriado.

Os alunos do horário integral e ampliado não terão férias no meio do ano (teremos no lugar colônia de férias), as férias para este grupo também são reduzidas. Após nosso recesso de final de ano, oferecemos em janeiro um sistema de colônia de férias para nossos alunos até o início do ano letivo.

12. Regulamentação

Sempre é bom verificar se a escola é regulamentada. Pedir alvará. Isto quer dizer que a escola segue também todas as recomendações legais para oferecer um espaço seguro para os alunos.

Entre em contato com a CRE – Coordenadoria Regional de Educação. A mais próxima de nós fica na Região Administrativa da Barra da Tijuca (atende também Recreio dos Bandeirantes e adjacências) , telefone Tel: 3325-0353


13. Distância geográfica

Sempre é bom escolher escolas próximas de casa ou do trabalho para o caso de emergências ou até mesmo facilitar o dia a dia.

Se o trabalho é distante e precisa escolher entre um e outro indicamos o mais próximo de casa por dois motivos: muitas vezes a criança sai da escola cansada, assim como os pais e quanto menos tempo no carro melhor e os amigos da escola também irão morar próximos o que motivará encontros, brincadeiras e festinhas.

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14. Indicações e visitas

É importante, quando possível, buscar indicações, levantar prós e contras, mas sua amiga amar uma escola não quer dizer que você irá se apaixonar também. Mães, mesmo com perfis semelhantes, podem pensar e priorizar itens muito diferentes em relação a educação infantil.

Visite a creche escola, e depois leve a criança para uma visita. Nada melhor do que ver a alegria e interesse da criança para avaliar uma escola.

Esperamos que nossas dicas ajudem nesta escolha tão importante! :-)

5. Nutrição

Cada vez mais as pessoas estão se conscientizando sobre a relação entre o que consuminos e nossa saúde, para crianças isto chega a ser ainda mais importante. Pergunte se existe um trabalho de educação alimentar e um planejamento para o cardápio, melhor, peça para apresentar os cardápios e planejamento.

Na Ladybug contamos com uma nutricionista para a criaçao de um cardápio variado e nutritivo, com bom equilíbrio entre os grupos alimentares. Os responsáveis tem acesso ao cardápio completo a cada semana.

Esta mesma profissional orienta nossa equipe da cozinha uma vez por semana, o que nos dá oportunidade de priorizar as receitas caseiras como de pães e biscoitos para o horário do lanche.

Compramos frutas, legumes e verduras de um hortifruti duas vezes por semana, garantindo produtos mais frescos e de melhor qualidade. Também utilizamos alguns temperos de nossa horta.

Nossa nutricionista também dá aulas de Educação Alimentar uma vez por semana para nossos alunos. Nestas aulas trabalhamos a conscientização sobre alimentação e saúde, as crianças tem chances de experimentar novos alimentos (frutas, sanduíches e sucos com verduras, etc), além de participar do preparo de alguns alimentos.

Também realizamos palestras para pais e responsáveis, procurando conscientizar toda a família sobre a importância de uma boa educação alimentar. A nutricionista também está a disposição uma vez por semana para atender aos pais.

Lembre-se de perguntar como a escola lida com eventuais restrições alimentares como alergia ao leite, glúten, etc.


6. Psicóloga

Verifique se a escola conta com um apoio de um profissional de psicologia.

O apoio deste profissional aqui na escola vai muito além da observação de alunos ou, quando necessário acompanhamento e orientação para família. Muitas vezes ela conversa e orienta os pais em suas dúvidas mais diversas. Ela orienta nossos professores, oferece apoio e capacitação para toda a equipe, colabora na formação de nosso projeto pedagógico.

Nossa psicóloga também nos orienta em relação ao planejamento de espaço físico da escola. Alguns exemplos são, a importância do contato com a grama/natureza para o desenvolvimento das crianças e o planejamento da brinquedoteca.

Com ela também realizamos palestras para pais e responsáveis sobre os mais diversos assuntos como Letramento, Contos de Fadas e Importância do Brincar.


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7. Rotina

Cada escola tem uma rotina e ritmo. Apesar das crianças se adaptarem rapidamente é sempre bom perguntar como é a rotina. Verifique se existe uma rotina organizada com horários estabelecidos para atividades, higiene, alimentação, sem nunca esquecer de espaços para brincar (tão importante nesta fase). Está provado que a rotina é fundamental para a criança se sentir segura.

8. Presença da coordenadora pedagógica e direção

Pergunte como pode fazer contato com a direção da escola e se a coordenadora pedagógica pode ser encontrada diariamente.

A presença da coordenadora e direção (de preferência sócios) facilita a comunicação com pais e responsáveis, garante o esclarecimento rápido de algumas questões e solicitações.

Além disto a coordenadora pedagógica é vital para a boa realização do projeto pedagógico, esclarecendo dúvidas da equipe e, quando necessário, fazendo ajustes.

No próximo post falaremos sobre projeto pedagógico e algumas dicas para verificar se ele realmente é colocado em prática.

O mês passado já iniciamos as matrículas, dando preferência para nossos alunos. As perguntas são muitas, por telefone, e-mail e durante as visitas.

Decidimos levantar alguns pontos e oferecer algumas dicas para a escolha de uma creche ou escola na fase da educação infantil. Aproveitamos para esclarecer um pouco como agimos na aqui na Creche Escola Ladybug.


1.Formação e qualidade dos professores


Segundo o Conselho Nacional de Educação os professores devem ser qualificados como educadores e ter carreira no magistério. Isto significa ter o curso de formação de professores (normal) ou diploma em pedagogia.

Assistentes, berçaristas ou recreadoras não precisam ter formação. É exigido apenas a conclusão do ensino fundamental (até 4º série). O que acontece na maioria das escolas é a contratação de profissionais para o berçário ou como apoio das professoras sem formação e /ou qualquer preparo para um trabalho pedagógico. Nossa experiência demonstra que isto diminui a qualidade do ensino, ou mesmo vivência na escola. Nunca esqueça de perguntar sobre a formação dos professores e assistentes.

Na Creche Escola Ladybug todos os professores são qualificados e as professoras assistentes possuem no mínimo o Normal. Professores em atividades mais específicas como música e psicomotricidade, além da formação superior na área possuem especialização.




2. Quantidade de alunos, professores e ajudantes por sala

O Conselho Regional de Educação faz indicações diferentes das quantidades de acordo com idades: até 2 anos 1 adulto para cada 6 crianças, 3 anos 1 adulto para cada 15 crianças, de 4 a 6 anos 25 crianças por adulto. Pergunte a relação aluno/adulto por turma, assim como se existe limite na quantidade de alunos por turma.

Na Creche Escola Ladybug limitamos o número de crianças por turma. No berçário II nossa turma é de 12 alunos com 3 professoras (4 por adulto), nas demais turmas estipulamos o máximo de 16 crianças por turma, todas com 2 professores cada.


3. Segurança

Portões evitando saída para outras áreas, tomadas fechadas, piso adequado em relação a idade são alguns dos pontos mais conhecidos.


Outro item muito importante é o controle de entrada e saída. Aqui na escola solicitamos aos pais que especifiquem as pessoas autorizadas e, de preferência, avisem na agenda ou telefone quando houver mudança no esquema de busca (como um tio ou avó buscar). Também solicitamos fotos para facilitar a identificação.

No momento da saída todas as crianças aguardam os responsáveis na sala de aula. A professora direciona a criança e a entrega pessoalmente aos pais ou responsáveis para o melhor controle da saída.


4. Saúde

Limpeza é um dos pontos, perguntem como a limpeza é feita.

Salas ventiladas, espaços abertos para brincar, banheiros separados para crianças e adultos, espaços onde a criança brinque e possa também tomar um pouco de sol são importantes. Priorizamos ter um espaço com grama, árvores e plantas, para motivar o contato com a natureza, o que influência formação e saúde.


É importante conhecer os procedimentos quando a criança apresenta febre ou mal estar na escola. Na Ladybug entramos sempre em contato com os pais e, quando preciso, tomamos medidas necessárias, autorizadas pelos responsáveis, enquanto o aluno aguarda a chegada dos mesmos.

Aqui, além destes cuidados, temos apoio da nutricionista e psicóloga para garantir um cardápio e educação alimentar e o apoio a famílias em questões do desenvolvimento e educação infantil. Vamos tratar disto mais especificamente em nosso próximo post.
Temos colocado no nosso site receitas realizadas na escola para que os responsáveis conheçam, além do cardápio, também como é realizado o preparo dos alimentos aqui na escola. Uma boa oportunidade de repetir os pratos prediletos das crianças em casa.
Infelizmente nossa nutricionista Danielle, não tem a fonte de todas as receitas, algumas ela modificou, outras criou. Caso encontre aqui uma receita sua, ou conheça a fonte nos informe e colocaremos os créditos.
Alguns alunos da Creche Ladybug possuem alergia e outros já passaram por períodos sem poder consumir para investigar alergias. Conversando com as mães, notamos as dificuldades iniciais em adaptar a alimentação, por isto iniciamos compartilhando, agora de forma mais aberta, as receitas realizadas na escola.
Esperamos que gostem!


Bolinho de peixe assado

Ingredientes

2 filés de pescado bem picados ou moídos
1 cebola ralada
2 talos de cebolinha-verde picados
1 clara ligeiramente batida
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (café) de sal

Modo de Preparo:

Misture os ingredientes e faça bolinhas. Coloque em uma assadeira untada com óleo e asse por cerca de 15 minutos em forno quente (200º C).



Bolo de milho sem glúten e sem leite

Ingredientes
3 colheres de sopa de creme vegetal (margarina sem leite),
3 xícaras de açúcar,
3 ovos,
2 xícaras de farinha de milho para cuscuz,
1 xícara de amido de milho (Maizena),
1 copo de suco de laranja,
fermento em pó químico (tipo Royal).

Modo de Preparo:

Misturar o suco de laranja à farinha de milho para cuscuz e reservar. Misturar a margarina ao açúcar. Acrescentar as gemas. Acrescentar a farinha de milho e o amido de milho (Maizena). Acrescentar o fermento. Se quiser, pode-se adicionar uma xícara de chocolate em pó (não pode ser Nescau ou outro tipo feito com leite em pó). Untar a forma com margarina e o amido (Maisena).


Recebemos a dica de uma mamãe que o óleo ou becel pode ser substituido por óleo de coco. Além de saudável gera um sabor gostoso.

O processo de avaliação na educação infantil deverá representar um reflexo da forma como todos os conteúdos são construídos com as crianças de forma descontraída e prazerosa, garantindo o interesse da criança a todos os assuntos que lhes são oferecidos.

Vale destacar que segundo a LDB :

Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro de seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental” (Lei 9394/96, artigo 31).

A avaliação não tem o objetivo de aprovar ou reprovar a criança. Ela representa um momento de trabalhar a auto-estima das crianças. Mostrar como elas avançaram. Uma criança precisa aprender sobre si mesma que ela é capaz; tem boas ideias, faz bons desenhos, conta boas histórias e pode contribuir com o mundo adulto oferecendo seu conhecimento já conquistado. Essa base segura favorecerá o movimento da criança na busca do conhecimento que é fundamental que seja assimilado por ela sempre como uma aventura cheia de prazer e novas possibilidades, inclusive em outros períodos da vida.

Um outro aspecto importante para pensar é que um processo avaliativo deve representar uma avaliação que não fique restrita apenas as crianças, mas que envolva todos os personagens ativos na tarefa de auxiliar a educação delas. Portanto, significa incluir a família e os educadores.

A inclusão desses dois personagens é fundamental, pois considerando que uma criança é um ser em desenvolvimento, sozinha ela não conseguirá conquistar com qualidade novas etapas, será necessário que ela esteja - “acompanhada” - ou seja - “estar em companhia” - significa ter um olhar atento de um adulto que auxilia e observa os progressos conquistados pela criança, seja na creche ou em casa.

Para que tal tarefa seja realizada, é necessário verificar as relações diárias da criança com o mundo e perceber suas conquistas oferecendo desafios que apresentem sentido aos seus questionamentos e hipóteses a partir de seus interesses. Portanto, a parceria da família com a instituição é fundamental.

Por esse motivo a avaliação não poderá se restringir apenas a criança, mas também exigirá uma reflexão da participação dos envolvidos durante esse processo.

Uma instituição infantil de qualidade deverá deixar claro para a família aspectos fundamentais relacionados a construção de sua proposta pedagógica: - Quais os objetivos da educação infantil? - Como é realizado o processo avaliativo? - Qual a criança que pretende ajudar a formar?
Mais uma vez é oportuno reafirmar que a educação infantil tem um fim em si mesma, não deve representar preparação para o ensino fundamental. Atualmente, vivemos em uma sociedade cada vez mais adultizada em que o tempo da infância corre o risco de deixar de existir – considero aqui infância como um conceito social necessário para criar possibilidades para que a criança possa vivenciar as necessidades especificas desse período da vida.

Para que a criança possa viver uma infância plena é fundamental garantir aspectos que a própria sociedade roubou da criança como por exemplo a redução, ou inexistência de espaço e tempo para a brincadeira livre e em grupo, aspectos importantes que provavelmente fizeram parte da infância de muitas pessoas adultas.

É importante garantir a possibilidade de oferecer as crianças “coisas de criança” para que possam expressar seus pensamentos e suas ações assimilando o mundo que vivem em doses gradativas e toleráveis, pois a pressa poderá representar ausência de determinados aspectos que serão necessários para as novas etapas.

Já existiu uma época em que crianças e adultos compartilhavam das mesmas atividades e tinham tarefas semelhantes, sem muita diferenciação. É essencial colocar atenção a esse aspecto, pois em um momento histórico com as características da nossa sociedade: tecnologia (internet, jogos eletrônicos), reorganização da família nuclear, falta de tempo para interações diárias, adulto e crianças tendo acesso as mesmas informações.

Existe o risco de termos crianças com suas infâncias roubadas, onde “coisa de criança” deixe de existir, fazendo com que elas sejam tratadas como miniaturas de adulto.

A educação infantil deve garantir além de outros aspectos que a criança seja tratada como criança e tenha direito do ócio para organizar suas ideias e testar suas hipóteses através da atividade principal da infância, a brincadeira.

A brincadeira irá garantir formas de expressão, assimilação do mundo real, desenvolvimento cognitivo, motor e afetivo, criando possibilidades para que a criança tenha uma base segura que lhe possibilitará dar grandes saltos na direção de um equilíbrio emocional possibilitando um acesso de qualidade ao mundo em que vive.

Adelaide Rezende de Souza, Psicóloga na creche-escola Ladybug

Professora da Universidade Estácio de Sá, psicóloga (pela UFPA), especializada em saúde mental e desenvolvimento infantil e do adolescente (SCMRJ), com mestrado em psicologia e teoria do comportamento (UFPA) sua dissertação teve como título: “Resoluções de conflitos entre crianças através de brincadeiras de rua”. Ministra cursos sobre jogos e brinquedotecas. Consultora de instituições de educação infantil.


REFERÊNCIAS

ARROYO, M. G. O significado da Infância. Anais do simpósio de educação infantil.
Brasilia, MEC/SEF/DPE/CEDI, 1994: (88-92)

BORBA, A. M. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. Texto publicado no documento da secretaria de educação do município do Rio de Janeiro, Ensino Fundamental de nove anos. Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade, 2006.

SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

MELLO, S. A. O processo de aquisição da escrita na educação infantil – contribuições de Vygotsky . In GOULART, A. L., de F. e MELLO, S. A. Linguagens Infantis outras formas de leitura. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.
Especialistas dizem que ler para filhos a partir dos 06 meses melhora a cognição

Ler ou não ler para um bebê, eis uma questão que David Dickinson, doutor em educação pela Universidade de Harvard e Perri Klass, pediatra, escritora e professora de pediatria da Universidade de Nova York, garantem saber responder: Sim, deve-se ler e muito, a partir dos 06 meses de vida. Mas os livros devem ser adequados a faixa etária das crianças. O hábito diário de folhear um livro cheio de cores e figuras, para eles, é a melhor forma de desenvolver a inteligência, a linguagem oral e escrita, preparando-a para a alfabetização e aprimorando sua capacidade de aprender, além de que, ler livros desde cedo, ajuda a criança a percebê-los como fonte de prazer e informação.

A idéia não é transformar o bebê em um minigênio.
Os especialistas que apresentaram pesquisas científicas na Bienal de São Paulo, provando como a leitura interfere no desenvolvimento cognitivo da criança, dizem que elas querem prazer e interação ao som da narrativa dos pais. Os benefícios desse ritual são insubstituíveis. Não adianta só conversar com a criança ou passear descrevendo as paisagens, nem inventar aventuras. Tem que ler, mostrar formas e cores e fazer perguntas ao bebê o tempo todo, estimulando sua participação.
O texto escrito possui uma variedade de vocabulário e uma complexidade sintática que não é encontrada na linguagem oral, nem mesmo na fala informal de adultos com curso superior. Todos os estudos mostram que expor a criança desde cedo aos livros, contribui para o desenvolvimento da linguagem, e consequentemente, para seu sucesso escolar.

Nunca é tarde para começar.
Mas para quem já perdeu o primeiro bonde, os especialistas garantem, nunca é tarde para começar. Só ressaltam que, quanto antes o hábito fizer parte do dia a dia da criança, melhor. Além de desenvolver diversas competências ligadas à alfabetização e à linguagem, a leitura também fortalece o vínculo das crianças com os pais.
Um dos aspectos mais importantes é envolver a criança desde cedo, no processo de escolha de livros. Pergunte sempre o que a criança prefere, deixe que ela manifeste seus interesses ou crie novos. A escolha leva ao compromisso.

Porém o neurofisiologista Mario Fiorani da UFRJ, alerta que só a leitura não garante o desenvolvimento da inteligência, para ele outros fatores tanto inatos quanto adquiridos também são importantes para a melhora da cognição. O estímulo a leitura só vai tornar tudo mais fácil.


O caminho das letras:
Várias livrarias da região possuem uma programação especial para a criançada, desde contadores de histórias, tarde de autógrafos com escritores a oficinas diversas Separamos um roteiro com as livrarias que oferecem programação infantil e o melhor, é de graça! Aproveite que o final de semana está chegando e leve seu filho para um passeio cultural.


Livraria Travessa (Barra Shopping) Tel: 2430-8100: Tem programa infantil aos domingos, às 17:00h

FNAC (Barra Shopping) Tel: 2109-2004 - Oferece diversas atividades aos sábados, às 16h.

Alegria das Letras (Barra Garden) – Tel: 3329-3630 – Tem programa todo último sábado do mês às 14h.

Argumento (Rio Design) – Tel: 2438-7644 – Os tapetes contadores de histórias se apresentam aos sábados as 11h

Saraiva Megastore (New York City Center – Barra Shopping) Tel: 2431-6494 – Aos domingos às 16h.


Fonte: Jornal O Globo e Globo Barra – 22/08/10